Sangrento, Feroz e Linear: O que esperar de Marvel’s Wolverine da Insomniac

📅 15 de agosto de 2026
✍️ Play Nova Geração

A aguardada aposta da Insomniac Games para o mutante mais agressivo da Marvel promete um combate brutal, cenários destrutíveis e muita ação, embora aposte em algumas fórmulas familiares.

O lançamento de Marvel’s Wolverine está cada vez mais próximo, com chegada marcada para o dia 15 de setembro no PlayStation 5. As primeiras impressões e testes com o título desenvolvido pela Insomniac Games (o mesmo estúdio por trás do sucesso de Marvel’s Spider-Man) revelam uma experiência intensa, cinematográfica e extremamente fiel à essência bestial de Logan.

Uma Introdução Selvagem

A Insomniac já provou que sabe como iniciar um jogo com o pé direito. Se no Homem-Aranha o jogador já começava balançando entre os arranha-céus de Nova York, Wolverine adota uma abordagem mais crua. O jogo abre com Logan nu, assustado e em estado feral em meio à selva, antes de ser resgatado. Um rápido salto temporal nos leva ao presente em uma cena explosiva: Wolverine saltando de costas de um helicóptero, com as garras do meio em riste, para confrontar o vilão bilionário Bolivar Trask.

Esse tom bombástico dita o ritmo de toda a jornada. O ambiente, em grande parte destrutível, colabora para a sensação de que o jogador está no controle de uma verdadeira força da natureza. Um dos pontos mais elogiados é a fluidez entre as animações cinematográficas (cutscenes) e a jogabilidade real, como uma conversa tranquila em um bar que instantaneamente se transforma em uma perseguição alucinante pelos telhados.

Fúria, Sangue e Combate Estratégico

Colocar o jogador no controle de um herói quase invencível e com fator de cura acelerado é um desafio de design. Para evitar que Logan se tornasse apenas um personagem invulnerável em um jogo de “esmagar botões”, os desenvolvedores criaram um combate agressivo, mas que exige atenção.

Wolverine é pesado e direto. O sistema de batalha baseia-se em combos implacáveis e saltos velozes entre vítimas. No entanto, ser cercado por múltiplos inimigos, ou enfrentar oponentes com escudos blindados e “máquinas inibidoras” que bloqueiam sua cura, exige que o jogador saiba recuar, se reposicionar e escolher seus alvos.

O grande destaque mecânico é o medidor de Fúria (Rage). Conforme você fatia inimigos, o medidor enche, ditando o ritmo do combate. Ao atingir o ápice (Nível 3), o estado mental de Logan muda completamente: a tela assume tons de cinza com violentos respingos de sangue vermelho vivo. A precisão técnica dá lugar à selvageria cega, permitindo saltos e finalizações instantâneas e brutais. O jogo, vale ressaltar, é altamente focado no público adulto devido ao banho de sangue, embora a Insomniac ofereça opções de acessibilidade para desativar o excesso de gore.

Universo Próprio: Um Mundo Sem X-Men

Uma decisão narrativa que chamou a atenção foi a de que os X-Men não existem neste universo. A escolha visa garantir que os holofotes fiquem 100% voltados para Wolverine. A história mergulha nas tensões entre humanos e mutantes e, principalmente, na própria psique de Logan, que precisa lidar com a amnésia e aprender a domar a própria raiva.

Para expandir a história sem quebrar o ritmo, o jogo conta com fases chamadas “Nightmare Cabins” (Cabanas de Pesadelo). Ao completar desafios de parkour e combate nesses locais, o jogador desbloqueia narrações ricas sobre o passado do protagonista, além de recursos de adaptação e evolução.

Ação Direta e um Toque Retrô

Ao contrário da vasta Nova York de Spider-Man, Marvel’s Wolverine não é um jogo de mundo aberto, preferindo uma estrutura de fases lineares. Segundo a equipe de desenvolvimento, essa foi uma decisão moldada pela personalidade do personagem: Logan é um nômade impulsivo, e não “um amigão da vizinhança” que fica parado fazendo patrulhas ou missões secundárias.

Esse design linear traz um bem-vindo charme old-school, focando na urgência da ação e no dinamismo. Porém, a linearidade também traz de volta alguns clichês familiares do gênero de ação. Batalhas contra chefões gigantes – como o robô Sentinela – parecem seguir a velha cartilha de “esquive de braços gigantes e ataque as partes que estão brilhando”. Além disso, no início da campanha, a enorme quantidade de inimigos na tela pode ser um tanto confusa até que o jogador desbloqueie melhorias e habilidades na árvore de progressão.

Conclusão

Marvel’s Wolverine pode não prometer uma revolução completa no gênero de ação, mas o que ele faz, ele faz muito bem. A mistura de movimentos pesados, cenários que podem ser destroçados e um combate brutal promete capturar exatamente a essência de ser o Carcaju.

Apesar de pontuais engasgos no sistema de controle de multidões nas fases iniciais, a evolução do personagem e a intensidade da ação garantem uma experiência divertida, feroz e sangrenta. Prepare as garras e os sentidos aguçados, pois a caçada começa logo mais em setembro.

Tags: Gaming NewsMarvelPlay Nova GeraçãoPS5Wolverine
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